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Casos de alta complexidade somam média de 1.700 atendimentos por ano

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UTI Aérea já realizou 12 remoções neste ano

Criado para beneficiar portadores de doenças não tratáveis no município ou estado de origem, o TFD (Tratamento Fora de Domicílio) atende em Roraima pacientes de casos considerados de alta complexidade. Conforme o coordenador de Regulação do TFD da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), José Deodato de Aquino, são emitidas anualmente de 1.500 a 1.700 concessões para tratamento fora do Estado. Esses números incluem atendimento e acompanhamento pós-tratamento.

De acordo com o coordenador, as principais demandas são para tratamentos de cardiopatias e de câncer, além de cirurgias neurológicas, de transplante de córnea e de colocação de próteses ortopédicas. “São casos de alta complexidade. Os mais tradicionais são de cardiologia, quando há agravamento da situação do paciente, com necessidade de colocar marca-passo ou fazer revascularização do miocárdio, por exemplo. Casos graves de oncologia, que precisam de acompanhamento no hospital de Barretos; cirurgias neurológicas em pacientes com aneurismas; transplantes de córnea; e casos mais graves de ortopedia, com necessidade de próteses de quadril e de joelho”, explicou Deodato de Aquino.

Com avalição positiva para essas situações, é feita a emissão do TFD, e os pacientes são direcionados para a Central Nacional de Regulação para aguardar vagas nas unidades hospitalares nacionais especializadas. Segundo o coordenador, essa fase do processo pode demandar, em alguns casos, espera considerável.

“Essa é a parte mais complicada e a população, por desconhecer o processo, tende a culpar o governo estadual pela demora. O Estado é, na verdade, o interlocutor do Ministério da Saúde com o paciente. Isso é regulado pelo Ministério. A culpa não é do governo, nem do secretário. O que precisamos garantir é o atendimento de risco social, a emissão da passagem aérea e a ajuda de custo. Além disso, pleiteamos vagas, ligamos para os hospitais. Visito muitos hospitais que nos atendem e agradeço pelo apoio. O País todo passa por dificuldades e eles não estão dando conta de atender os pacientes deles e estão atendendo os nossos”, afirmou.

Deodato Aquino ressalta que, para tornar possível a obtenção mais rápida de vaga, a Regulação insere os pacientes na fila de espera da Central Nacional, antes mesmo do término dos trâmites burocráticos. “Conseguimos fazer um processo de TFD num ritmo normal em torno de dez dias no máximo. Muitas vezes, devido à necessidade, já fazemos a captação de consulta, porque entendemos que dá pra fazer assim e inserir o paciente no sistema em busca de vaga, antes da conclusão dos ritos processuais. Depois, providenciamos a documentação física do paciente, solicitada pelos hospitais, e enviamos via Sedex. Fazemos toda a antecipação em situações consideradas mais graves”, disse.

No caso dos pacientes diagnosticados com câncer, a emissão do TFD é feita pela Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia) e o rito é diferenciado. O paciente é atendido pelo serviço social, passa por avaliação médica e obtém o TFD em torno de 30 a 35 dias.

Com a aquisição de vagas nas unidades hospitalares nacionais, os pacientes, de modo geral, recebem passagens e ajuda de custo para eles e para seus acompanhantes. “Fornecemos as passagens e ajuda de custo. O Ministério da Saúde estabelece uma diária de R$24,75 para o paciente e para a pessoa que o acompanha. Em Roraima, oferecemos mais R$40,00, oriundos do Fundo Estadual. Temos a intenção de aumentar esse montante, oferendo R$40,00 para ambos, mas precisamos antes fazer um estudo de caso, saber o impacto financeiro”, disse.

Segundo o coordenador, os Estados que mais recebem pacientes de Roraima são: Amazonas, atendimento oncológico; Paraná e Goiás, pacientes com cardiopatia; Rio de Janeiro e Brasília, pacientes da ortopedia, e São Paulo, especificamente Sorocaba, que atende pacientes da oftalmologia.

O serviço de TFD tem beneficiado inúmeras pessoas que não poderiam realizar o tratamento em outra Unidade da Federação, sem o benefício. Entre eles, está Lilian Morais de Freitas, de 26 anos. Ela sofreu um grave acidente de trânsito no dia 12 de junho de 2015 e precisa passar por cerca de 20 cirurgias. Nove delas já foram realizadas no Hospital Regional da Asa Sul, em Brasília, e em janeiro ela retorna ao Distrito Federal para dar continuidade ao tratamento, que inclui, entre outras, cirurgias ortopédicas.

UTI AÉREA – Além do TFD, quando há necessidade de atendimento de emergência fora do Estado, em situações de alta complexidade, o Governo de Roraima põe à disposição dos pacientes a UTI Aérea. Ela é acionada mediante laudo do TFD, quando o médico solicita UTI Aérea, circunstância em que o paciente não teria condições de se deslocar em voo comercial.

“Para os casos emergenciais temos a UTI Aérea. O serviço é mantido pelo Governo e tem funcionado bastante. Neste ano, já foram feitas 12 remoções por meio da UTI Aérea. São situações bem especiais, quando o paciente não pode viajar sentado, precisa de ventilação, tem que ir acompanhado de equipe médica”, explicou o coordenador de Regulação.

“A UTI Aérea é acionada no momento em que a vaga do paciente é identificada e o dia do atendimento é definido. Fazemos o chamado. Ela faz o plano de voo e nos passa informando o horário de chegada a Boa Vista. A empresa busca o paciente dentro do hospital. Se ele estiver em casa, vai buscá-lo. A partir do momento em que é chamada, a UTI Aérea assume o paciente, confirma o hospital e entra em contato com médico que vai atendê-lo. O serviço é de primeiro mundo”, complementou Deodato de Aquino.

 

SECOM-RR
Foto: Divulgação

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